terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Leonardo Oliveira (comentário enviado em 28/11/2010)

No meu ponto de vista, o livro tem uma história interessante, Clarice Lispector cria outro autor que se chama Rodrigo. No livro, há grande presença de metalinguagem, a linguagem falando da própia linguagem, que no caso da história é o própio Rodrigo (autor fictício criado por Clarice Lispector), que interrompe a narrativa para falar sobre como está se sentindo ao escrever o desfecho. No começo da história, Rodrigo fica descrevendo tudo que seria possível para dar início e também fala sobre ele. Com isso, fica um pouco cansativo para quem começa a ler. Mesmo que Clarice Lispector tenha criado esse autor fictício, em momento algum da história, que contenha a metalinguagem, deixa de ser a Clarice que tenha tido a reflexão, que expõe o que sentia ao escrever. O livro em geral não é tão fácil de ser entendido, porque, para ler, a pessoa tem que estar sempre atenta às condições de interpretação que o livro deve ter durante o momento que está sendo lido. O que chama mais atenção é a questão do Rodrigo sempre estar interrompendo a história, que no caso é a metalinguagem, uma característica muito marcante na obra.

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